Home Data de criação : 07/08/11 Última atualização : 11/10/17 15:41 / 14 Artigos publicados

Tudo o que é bom acaba.  escrito em segunda 29 setembro 2008 23:05

Final do ano está chegando. Enquanto eu andava pelo laboratório, Bill estava de cabeça baixa, resmungando: "Pessoas vem. Pessoas vão"... Talvez esse seja um dos piores acasos da vida.

- O que foi Bill? - eu perguntei. Apenas curioso. Só.

- Estou chateado - ele responde, sem olhar para algo específico.

- Pelo o quê?

- Pessoas.

- Pessoas?

- Eu perdi meus amigos, quando eu morri.

- Entendo.

-Entende? Todos me dizem que amizades se mantém à distância. Mas vou ficar longe deles. Haverá esquecimento. E assim eu vou morrer uma segunda vez.

Convivemos com as pessoas que amamos sem lembrar que isso não será para sempre. Um dia, Ah, um dia, iremos perder sua a boa companhia. Não passaram a ser nada a mais que lembrança. Então porque não viver apreciando-nas enquanto há chance?

São poucas as excessões que fogem a regra do esquecimento.

 

 

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Criei uma comunidade no orkut pro blog. Ainda está novinha rs

http://www.orkut.com.br/Main#Community.aspx?cmm=70098613

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A fuga  escrito em segunda 22 setembro 2008 14:08

Fazia tempo que eu não voltava ao laboratório. Tempo mesmo. Acabo de voltar depois de uma longa viagem, e vi que está tudo uma bagunça. Mas tudo bem. O tempo sempre dá um jeito de consertar tudo, porque se depender desses fantasmas...

 

Falando nisso, você sabe o que é mais interessante em um fantasma? Eles estão mortos, não possuem os mesmo problemas dos vivos, não tem mais que se preocupar com nada, e nada depende deles. Eles tem todo o tempo que desejam para fazer tudo o que quiserem, se tornar o que quiserem, se transformar em algo melhor. Mas não fazem. Mas apenas ficam jogando poker o dia inteiro existindo com futilidade. Eles poderiam ser grandes, mas escolhem ser insignificantes.

 

Pode Parecer piada, mas há muita gente que faz a mesma coisa todos os dias. Ficam vivendo reclamando de seus problemas sem nem mesmo notar que a origem de seus males vem delas mesmas, e que são elas (as pessoas) que alimentam essas próprias aflições com o mesmo amor de um viciado. Porque precisam se sentir frágeis. Porque precisam ter algo para jogar a sua culpa. Porque isso é mais fácil do que tomar a responsabilidade com a própria vida.

 

É mais fácil fugir do que encarar a realidade... "Eu fui demitido porque meu chefe é um babaca. Eu estou roubando porque a sociedade é corrupta. Eu matei aquele homem graças ao Diabo. Eu tomo conta da vida dos outros porque eu gosto deles. Eu não consigo namorar com ninguém porque ninguém gosta de mim. Eu voo mal na escola porque o professor está me perseguindo...

 

...e, o mais importante, é que nada disso foi culpa minha"

 

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O Campo de vagalumes  escrito em domingo 23 março 2008 23:22

            Alguém disse, certa vez, que a vida é imprevisível, inesperada, incontrolável. Será? Talvez mais da metade de nossas surpresas não existiriam se nós prestássemos mais atenção ao redor. Será a vida imprevisível, ou nós que somos desatentos?

            Perto de um ponto de ônibus, que eu uso casualmente, existe um terreno desocupado. Ele é mal-cuidado, infestado de ratos e carrapatos, e não escapa do lixo jogado à beira da estrada. Passei por aquele lugar várias vezes, e nunca gostei da vista. Mas, um dia, ou melhor, uma noite, a vida acaba surpreendendo (ou será que eu estava apenas desatento?).

            No ar noturno, a mata brilhava. Os insetos eram faíscas vivas, eram como estrelas em miniaturas. E aquele campo, por alguns minutos, prendeu mais minha atenção do que eu poderia imaginar.

            Sim, somos desatentos. Mas o quanto? Você já se surpreendeu com algum feito próprio? Já confiou ou amou alguém que nem se importava contigo? Já correu atrás de uma oportunidade para descobrir que o pote de ouro não brilhava tanto?

 

            Você já achou vaga-lumes?

 

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You can stand under my umbrella  escrito em segunda 21 janeiro 2008 17:04

Agora está chovendo como nunca. Alguns olham para a chuva que devasta tudo como se fosse água. Ela é sangue, é suor, é lagrima, é a perda da razão. Você pode ter seu guarda-chuva, pode ficar tranqüilo, pois ficará seco... hm... Danem-se os outros.

 

Sim, dane-se aquela criança que se entrega às drogas para não sofrer de frio e fome, aquela criança que não consegue nem se sustentar devido à fraqueza, ou então aquela que chora sempre porque não agüenta mais viver de sobras. Dane-se. Você tem a sua casa, seu jantar fresquinho, sua cama quentinha. Você precisa se preocupar com quem vai ou não no paredão do Big Brother, e não com uma criança (ou milhões...) que padecem sem esperança.

 
Dane-se se há gente morrendo por negligência, por falta de consciência das pessoas que acham que aquilo nunca irá lhe ocorrer. Nunca irá lhe faltar sangue, nunca terá de depender de uma máquina para que cada suspiro não seja o último, e nunca terá de implorar vida. Que se danem todos eles. Você quer assistir a sua novela das nove e ver se aquela vaca da vilã vai conseguir estragar a festa de aniversário da mocinha.

 
Danem-se aqueles que se arriscam para tornar a vida dos outros melhor, que vigiam as sombras para que você durma na tranqüilidade da luz. Afinal, você não os vê, e seu coração (ainda que tolo e indiferente) não sente.

 

Será que você pode dividir seu guarda-chuva? Será que há espaço para algo além do seu ego?

 

 
“…Now that it's raining more than ever

Know that we'll still have each other

You can stand under my umbrella

You can stand under my umbrella…”

(Umbrella – Rihanna)

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Conciência coletiva  escrito em quinta 03 janeiro 2008 14:34

Um dia passei por um grupo de fantasmas, que olhavam com cara de interesse algo que não parecia ser tão interessante. Estranhamente, e eu iria descobrir isso de forma estúpida, não parecia nada. Era nada.

    — Ei, o que vocês estão olhando? - perguntei. Parecia algo a ser dito.

    — Eu estou olhando o que o Bill está vendo - respondeu um  

    — Bill? - perguntei ao próximo

    — Estou vendo para algo legal, o Bill tava vendo primeiro, e parei pra ver.

    — O que é então?

    — Bem... ainda não consegui ver...

    — e você? Estava aí primeiro, não? - perguntei ao fantasma mais próximo.

    — Eu parei aqui, daí um bando parou atrás de mim. Acho que viram alguma coisa...

Desisti e voltei a trabalhar no laboratório.

 

Um dos fatos mais cabais da vida (obrigado pela oportunidade de usar essa palavra, mesmo sem saber direito o que é. Agradeço aos amigos e familiares, muito obrigado pelo apoio. Continuando o texto...) é que, não importa o quão inteligente, sábia, esperta e prática uma pessoa é, um grupo de pessoas tem um Q.I. um pouco inferior ao de um armário, talvez um pouco mais que uma estante.

 

Já notou que, quando há acidentes na estrada, a outra pista do lado que não tem nada a ver com a história sempre fica lerda e engarrafada? Só porque as pessoas passam mais devagar para olhar o que aconteceu? É... meros fantasmas...

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